Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014
GOVERNO E AS OBRAS DE MIRÓ: VENDIDOS
Muitas pessoas pensam que, como as obras já está à guarda de sociedades que pertencem ao Estado, a conservação das mesmas não tem um custo. Mas tem. [A conservação] equivale a que o Estado invista nessas obras o equivalente ao seu valor de mercado que está estimado entre os 30 e os 40 milhões de euros”, disse o primeiro-ministro, explicando que atualmente não tem esse dinheiro.
E se tivesse, assegurou, o mesmo seria aplicado “em muitas outras coisas importantes ao nível da cultura”.
O chefe do Executivo explicou ainda que o dinheiro que irá resultar da venda dos quadros será para “reduzir o peso do prejuízo para os portugueses que resultou da nacionalização do BPN”.
Quanto aos problemas legais que surgiram no decurso do processo de venda das obras, Passos Coelho apontou a leiloeira Christie’s como a responsável.
“Tenho muita pena que este processo não tivesse seguido, do ponto de vista legal, todas as obrigações. A leiloeira responsabilizou-se pelo processo e, com a experiência que tem, deveria ter acautelado estas situações e, por essa razão, se tivesse criado do ponto de vista jurídico uma situação menos clara”, assegurou, frisando ainda que “ninguém no Governo queria que [isto] acontecesse”.
FONTE: Noticias ao Minuto