Quarta-feira, 7 de Maio de 2014
ANTÓNIO JOSÉ SEGURO : A ENTREVISTA NO EXPRESSO ON LINE


Na semana em que o Governo anunciou a saída limpa do programa de ajustamento e o aumento de impostos inscrito no documento de estratégia orçamental (DEO), António José Seguro sai ao ataque: "Apesar da boa notícia da saída, o país está pior, no caminho errado e precisa de mudar de rumo".

"A resposta mais fácil é prometer tudo a toda a gente. Mas disso os portugueses estão completamente fartos"

Seguro promete que fará melhor e que consigo a austeridade é para acabar: "O que posso garantir é que não haverá aumento da carga fiscal". Mas não se compromete com uma baixa porque não sabe em que estado irá "receber o país" – a desculpa usada por todos os últimos primeiros-ministros, como o célebre "desvio colossal" de Passos Coelho que acabou a justificar o "enorme aumento de impostos".

A outra promessa deixada na entrevista diz respeito à função pública: "Não haverá nenhum programa de despedimentos".

Europeias: Seguro não teme divergências

A entrevista, que é publicada na íntegra este sábado no Expresso e com transmissão, também no sábado, na SIC Notícias, passou também pelas eleições Europeias de 25 de maio.

O líder socialista, que tem como cabeça de lista Francisco Assis, afirma que estas eleições são uma "oportunidade para os portugueses castigarem o Governo".

"Mal seria que os portugueses desperdiçassem esta oportunidade de castigar o Governo"

Seguro recusa a ideia de estar isolado naquilo que defende para a Europa e desvaloriza o facto do candidato socialista à presidência da Comissão Europeia, Martin Schulz, já se ter distanciado de algumas propostas do PS (mutualização da dívida e comparticipação no subsídio de desemprego): "Qual é o problema de haver divergências? Eu defendo o que é melhor para o meu país".

Quanto aos resultados, o líder PS só diz que quer "ganhar", mas não se compromete com objetivos concretos.

A sua maior preocupação é a abstenção, que é tradicionalmente elevada em Europeias: em 2009 atingiu os 60% e, se o cenário se repetir, o PS será seguramente um dos mais afetados.
Seguro precisa dos votos como de pão para a boca mas recusa que a sua liderança esteja dependente de um bom resultado eleitoral: “esta eleição não tem a ver comigo”.

Questionado se as suas escolhas para candidatos refletem uma preocupação com a unidade interna (visível na inclusão de Assis como cabeça lista ou Pedro Silva Pereira, ex-número dois de José Sócrates, em sétimo lugar), o líder do PS nega essa leitura. Garante que não fez as escolhas “a olhar para dentro” e que o “PS está de boa saúde e recomenda-se”.

Nesta entrevista, volta a defender que o PS deve ter uma palavra a dizer na escolha do próximo comissário europeu apesar de não estar no Governo. Nos últimos dias começou a circular o nome de António Costa (quem sabe lançado pela Direita a quem continuaria a convir ter Seguro na liderança socialista), uma possibilidade que Seguro não enjeita: “António Costa, António Vitorino…há vários nomes"
fonte: expresso digital

tags:

publicado por citando às 11:41
link do post | favorito

mais sobre mim
pesquisar
 
Junho 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


posts recentes

A SUCESSÃO EM ESPANHA

APELO À PAZ

A SINCERIDADE DE RICARDO ...

PS: CONGRESSO OU NÃO?

JORGE JESUS NO BENFICA

POR RAQUEL ABECASSIS

ANTÓNIO COSTA A AVANÇAR: ...

APÓS AS EUROPEIAS.... NAD...

SEGUNDO MÁRIO SOARES

MUDANÇAS APROXIMAM -SE?

arquivos

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

tags

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds
Em destaque no SAPO Blogs
pub